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A materialização de sonhos na Educação Profissional

“Sonho que se sonha só, é só um sonho que se sonha só. Sonho que se sonha junto é realidade.” Raul Seixas.


Tão real quanto um sonho que se sonha junto, na tarde do dia 12 de abril, o CEU Cantos do Amanhecer recebeu um evento idealizado pelos jovens das turmas do curso de Educação e iniciação profissional juvenil, projeto oferecido pela AlfaSol que tem proporcionado a muitos adolescentes a possibilidade de um novo olhar para vida.


O evento, que marcou o encerramento dos cursos de Ocupações Administrativas, Logística e Comércio e Varejo, contou, por meio dos trabalhos apresentados, o processo de aprendizagem dos alunos, que estiveram nos últimos oito meses se dedicando aos seus projetos. Esses projetos tiveram como princípios orientadores: reconhecimento e fortalecimento do território; promoção da autonomia, da alteridade dos alunos e da solidariedade entre eles.


 “O mais importante desse evento é que foram eles que pensaram tudo que está acontecendo aqui. Serão eles também os responsáveis por apresentar cada etapa do evento de hoje”, conta orgulhoso o coordenador de polo, Renato Barroso. Ele explica que dois representantes de cada turma foram selecionados para fazer parte de uma comissão que iria pensar e escolher o que eles gostariam de preparar para o evento de encerramento e repassar para suas respectivas turmas, as decisões e demandas geradas.


Os alunos, com faixa etária entre 14 e 17 anos, participaram das atividades de encerramento, que além da exposição dos projetos das turmas, houve também um sarau, com apresentações dos próprios alunos, seguido pela Balada sem Álcool, realizada no âmbito do programa “Jovens de Responsa” em parceria com a Ambev, que fez a doação de refrigerantes para o dia do evento.


Os alunos prepararam também uma exposição de banners que traziam uma campanha alertando os jovens contra substâncias como álcool e drogas, com o intuito de combater especificamente uma delas, o lança-perfume caseiro, que nos dias de hoje está muito presente em suas comunidades. “Muitos adolescentes, como nós, se sentem atraídos pelo universo das drogas, principalmente pelo lança-perfume. Então pensamos nessa campanha como uma forma de conversar com eles, com a nossa linguagem, de jovem periférico, que o caminho das drogas pode não ter volta”, conta Lucas Soares, um dos alunos que teve seu banner exposto no evento.


Outro banner que chamou a atenção de todos, alertava: “Não troque sua vida por alguns minutos de prazer.” Bianka Rodrigues Andreatti Costa, uma das responsáveis pelo trabalho, explica com maturidade de fazer inveja a muitos adultos, “queríamos passar uma mensagem clara: sempre haverá muitos obstáculos, mas eles podem servir pra alguma coisa, então, não troque sua vida por uma sensação passageira, que vai destruir sua saúde”. Seu parceiro no projeto, Gabriel da Rocha Pereira, conta como foi que desenvolveram a arte, “a edição da imagem foi produzida na minha casa, eu fotografei a mim mesmo com uma garrafa na mão, simulando o uso do ‘lança’, e editei tudo no Photoshop. Criei pinceis com efeito de sombra, fumaças, foi bem trabalhoso, mas no final valeu muito a pena, muitas pessoas estão elogiando e gostando do resultado”.


Antes do início do sarau, um grupo de três garotas, da turma de Ocupações Administrativas, apresentou um projeto ambicioso, que nasceu ao longo do curso e deve orientar a vida delas por algum tempo ainda. Trata-se de contar em um livro a história do bairro no qual elas nasceram, o Parque Residencial Cocaia, por meio do olhar dos moradores. “No começo era só uma apresentação de final de curso, não sabíamos a proporção que isso iria tomar, hoje virou um projeto de vida, a gente sentiu que pra comunidade é muito importante, e se tornou pra nós também”, conta uma das idealizadoras do projeto, Milena Roma de Lima.


Além da Milena, esse projeto conta também com a Mariana Pereira Neves e Ângela dos Santos, jovens guerreiras e sonhadoras, que estão empenhadas em concretizar esse sonho, a fim de presentear os moradores do bairro onde nasceram com a história de luta deles. “No curso, a gente colocou que uma das nossas vontades era tirar a imagem que no Cocaia só tem violência, drogas, enfim, percebemos nas pessoas um orgulho e vontade de mostrar esse outro lado dessa história”, diz Mariana. “Existem pessoas que buscam um futuro, que tem orgulho de morar ali, mesmo não sendo o melhor bairro de São Paulo”, conclui Ângela.

Fotos: Jovens participantes do Programa Educação Profissional durante evento de encerramento / Thiago Peixoto

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